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De ausência se fez a presença
De partida a chegada
De pegadas o caminho quieto
De movimento se fez a parada
A necessidade cruel
De andar de estrada em estrada
Leva e traz esperança
Mas sempre vem mais tristeza
Nesta dança desperdiçada
Como é longe o fim do mundo
Pra quem vaga buscando o nada
Numa rima mal fadada
Ao infortúnio solitário



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