Nós na Contramão


16/11/2006


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Devaneio XXVII

 

Bato a porta,

Bato na porta

Fechada, fechado olhar então

Não mais ao teu lado estarei

Nem ao meu estarás

Pra onde vou?

Não sei

Apenas aqui não permaneço mais

Então bato, bato a maldita porta

Fecho-a com quem se fecha pra vida

Pela vergonha ou medo de se saber

O que há lá fora

Pelo frio na espinha

Por aquele cisco no olho

Pelo nó na garganta

É por isso exatamente

É bem por isso

Que bato, bato a porta

Escrito por Lex às 17h00
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14/11/2006


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Ensaio LXXXIX

 

O som da vida me inspira

Faz-me querer o que mereço

Faz-me crer no que duvido

E apegar-me ao que temo

E ao mesmo tempo desejo

Amor incondicional

Amor pra dar e vender

Escrito por Lex às 21h17
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13/11/2006


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Devaneio XXVI

 

Imóvel permanece o ser

Consciência absurda, cruel

Quem és tu?

Quem sou eu?

Nada sei nesta desilusão

Desisto do agora que se fez em vão

Corro sem rumo

Espero que o tempo leve e traga a tona

Aquilo que eu era ou será que ainda sou?

Quem sou eu?

Quem és tu?

Já não nos conheço

Já não nos vejo

Perdi a noção do norte uma vez tão certo

Perdi o que parecia exato

A certeza, a calma

Que sequer em lágrimas se transformou

Quem és tu?

Quem sou eu neste não sentir?

Neste não saber se quer ainda

Então permaneço

Escrito por Lex às 20h08
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10/11/2006


Reminiscências Republicado

 

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Ensaio XXX

 

Tua boca é minha fonte de inspiração.

Tuas palavras tranqüilas minha própria salvação.

Teu ser meu desejo.

Teu amor minha vontade.

Tu, esperança de luz em meio a escuridão.

Escrito por Lex às 22h28
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08/11/2006


Reminiscências Republicado

 

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Ensaio XI

 

Ofereço-te essa psicoesfera

Onde tudo é possível, onde tudo é capaz

Ofereço-te meus ouvidos e minha atenção voraz

Ofereço-te meus olhos vermelhos

E meu coração sangrando

Para que possas brincar de cura

Ofereço-te minha alma pura

Para que brinques de amor

Ofereço-te o amanhã porque o hoje não me pertence

Ofereço-te a eternidade enquanto ela dure

E o demais porque ele já é teu

Ofereço-te com mãos sofridas

Ofereço-te de mãos beijadas 

Escrito por Lex às 16h27
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07/11/2006


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Ensaio LXXXVIII

 

Busco os sonhos no tempo

Perdidos, os sonhos e o tempo

Incerto, passado, de largo, sem fim

Restam sonhos ainda

Renovados pelas lembranças de outrora

Volto sempre, sempre hei de voltar, de estar aqui

Buscando no ontem este meu eu

De debilitada memória

  

Coxilha Negra 21-10-2006

Escrito por Lex às 19h12
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06/11/2006


                                                                         Imagem Luis Ferreira

 

Ensaio LXXXVII

 

 

Apareceu num instante qualquer

Numa hora sem planos

Dessas coincidências inexplicáveis

Tudo se agitou como por encanto

De súbito a sombra se iluminou

O silêncio transformou-se em som

De súbito a luz percorreu-lhe a face

Pálida por noites sem sóis

Pálida por lágrimas e cansaço recorrente

De súbito o vazio sentido deixou de ser

Deixou de fazer sentido

De súbito o sentido ausente aproximou-se

Para se transformar em sentimento

De súbito as sensações voltaram a lhe acompanhar

De súbito volta a viver e a querer persistir

De súbito deixou de sobreviver

Para subitamente amar

Escrito por Lex às 19h16
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